
Em certo
museu, está exposto um quadro muito bonito que, ao mesmo tempo, é horrível: A
felicidade em forma de uma mulher rolando numa esfera. Atrás dela, um homem
correndo em seu cavalo e tentando alcançá-la. Essa perseguição preenche o
pensamento do homem. Ele usa toda a sua energia, não descansa, nem de dia nem
de noite, só com a ideia fixa: preciso alcançar a felicidade. Assim ele
cavalga, sem consideração por ninguém, passando por cima de tudo e de todos que
estão pela frente... e, também sem ver o precipício que se abre logo adiante,
em direção ao qual ele está correndo. Seu destino, seu objetivo, a felicidade,
ele jamais alcançará.
Será que
esse não é o quadro de muitas pessoas? A felicidade. Só procuram e buscam a
felicidade. Às vezes, acham que finalmente alcançaram o que tanto queriam – e
já lhe escapa de novo. E assim vão correndo, o coração batendo forte, os olhos
brilhantes, as mãos trêmulas – e, um último suspiro – tudo passou – tudo em vão
– tudo perdido. O homem se deixou enganar por uma fantasia. Quão iludidos são
os que só buscam a felicidade do mundo!
Há muito tempo, pelo profeta Jeremias
(17.9) já foi dito “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e
desesperadamente corrupto”. Por outro lado, toda a história confirma a verdade
revelada por Deus: “As tuas palavras são em tudo verdade desde o princípio, e
cada um dos teus justos juízos dura para sempre” (Salmo 119.160).
A ilusão e o alcançável, portanto,
não está ligado somente ao correr, mas está relacionado ao objeto atrás do
qual, e pelo qual, corremos. E nisto, como é consolador ver Jesus vindo ao
mundo e dizendo “Vinde a mim, todos os que estais cansados e
sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mateus 11.28). Corra para este alvo. Este não
foge. Ele te espera.
Oração:
“E se alguém me perguntar quanto ao alvo da esperança,
Dá-me força a proclamar, sempre em firme confiança,
Sem fraqueza e sem temor, que só tu és meu Senhor”.
Amém.
(Hinário Luterano
316.4)
Leia Colossenses 3.1-11.
Devocionário
Guia-nos, Jesus / Pr. Johannes H. Rottmann.
Pentecostes II p.68, (adapt. Rev. Cézar
Kaiser/2022).