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terça-feira, 27 de setembro de 2022
CORRA PARA O ALVO!

Em certo
museu, está exposto um quadro muito bonito que, ao mesmo tempo, é horrível: A
felicidade em forma de uma mulher rolando numa esfera. Atrás dela, um homem
correndo em seu cavalo e tentando alcançá-la. Essa perseguição preenche o
pensamento do homem. Ele usa toda a sua energia, não descansa, nem de dia nem
de noite, só com a ideia fixa: preciso alcançar a felicidade. Assim ele
cavalga, sem consideração por ninguém, passando por cima de tudo e de todos que
estão pela frente... e, também sem ver o precipício que se abre logo adiante,
em direção ao qual ele está correndo. Seu destino, seu objetivo, a felicidade,
ele jamais alcançará.
Será que
esse não é o quadro de muitas pessoas? A felicidade. Só procuram e buscam a
felicidade. Às vezes, acham que finalmente alcançaram o que tanto queriam – e
já lhe escapa de novo. E assim vão correndo, o coração batendo forte, os olhos
brilhantes, as mãos trêmulas – e, um último suspiro – tudo passou – tudo em vão
– tudo perdido. O homem se deixou enganar por uma fantasia. Quão iludidos são
os que só buscam a felicidade do mundo!
Há muito tempo, pelo profeta Jeremias
(17.9) já foi dito “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e
desesperadamente corrupto”. Por outro lado, toda a história confirma a verdade
revelada por Deus: “As tuas palavras são em tudo verdade desde o princípio, e
cada um dos teus justos juízos dura para sempre” (Salmo 119.160).
A ilusão e o alcançável, portanto,
não está ligado somente ao correr, mas está relacionado ao objeto atrás do
qual, e pelo qual, corremos. E nisto, como é consolador ver Jesus vindo ao
mundo e dizendo “Vinde a mim, todos os que estais cansados e
sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mateus 11.28). Corra para este alvo. Este não
foge. Ele te espera.
Oração:
“E se alguém me perguntar quanto ao alvo da esperança,
Dá-me força a proclamar, sempre em firme confiança,
Sem fraqueza e sem temor, que só tu és meu Senhor”.
Amém.
(Hinário Luterano
316.4)
Leia Colossenses 3.1-11.
Devocionário
Guia-nos, Jesus / Pr. Johannes H. Rottmann.
Pentecostes II p.68, (adapt. Rev. Cézar
Kaiser/2022).
quarta-feira, 26 de agosto de 2020
O “dom” do Ministério
Neste ano de 2020, a Igreja Ev. Luterana do Brasil - IELB, está realizando o primeiro Concílio de Pastores de forma virtual de sua história. O tema é “Ministério Pastoral – Chamado e Práticas”. É uma oportunidade ímpar para toda a igreja refletir à luz da Escritura sobre este tão importante assunto.
Atualmente a preocupação de muitas congregações e igrejas
tem sido os dons pessoais do pastor, suas habilidades em gerenciar a igreja,
sua oratória e habilidades de entretenimento, ou seu conhecimento nas mais diversas
áreas [música, retórica, psicologia, etc]. Estes, porém, são dons da pessoa. Todos
têm o seu devido valor e o seu lugar, mas são dinâmicos e variáveis de pessoa
para pessoa, e, apesar de serem bênçãos de Deus, não são eles que fazem de
alguém um pastor.
No livro bíblico de Timóteo, Paulo fala que há um dom que a
igreja [como um todo] recebe. Trata-se de um dom, um presente de Deus para a
Igreja, chamado de Ministério Pastoral. E para qual finalidade Deus concede
este dom?
Conforme a Escritura, este dom é concedido à Igreja porque Deus
estabeleceu meios pelos quais ele chama o seu povo a existência e o preserva.
Estes meios são chamados de Evangelho. Dentro do Novo Testamento, Evangelho é
algo dinâmico – é o poder pelo qual Deus age, transformando mortos em vivos, pessoas
que não eram povo de Deus em propriedade exclusiva dele. Ou seja, a igreja é
levantada e existe por causa do evangelho. Paulo declara, por exemplo, aos Tessalonicenses
(cap.2), que eles são povo de Deus porque Deus os escolheu e chamou, pois o
evangelho chegou a eles. Ou seja, há um povo de Deus, caminhando, porque o evangelho,
que é o poder de Deus para salvar, lhes foi pregado e aplicado, e eles o
receberam. Mas não o receberam de homens, mas como aquilo que o evangelho
realmente é: Palavra e graça de Deus! Entretanto, entregue por um “canal” pelo
qual Deus estabeleceu dar seu Evangelho – no caso, o Pastor Paulo. Este é o
peculiar [próprio] do Ministério: reconciliar pessoas com Deus mediante o
evangelho.
Vê-se, portanto, que o Ministério está diretamente conectado
com Jesus e sua obra, mediante o qual as pessoas são reconciliadas com Deus. Um
Pastor, portanto, pode ter todos os “dons” que o povo almeja, mas somente ao receber
da Igreja e executar “o dom” – pregar e levar Jesus ao coração das pessoas, fazer
as pessoas olharem e confiarem e esperarem as bênçãos de Jesus, pregar lei e
evangelho e entregar os sacramentos – que Deus deu à Igreja, é que o Ministério
será exercitado, para salvação de todo o povo.
Por isso, se você tem uma congregação e um Pastor no ofício
do Ministério, que se dedica em cumprir este dom, louve a Deus incansavelmente.
Ore pelo seu pastor. Sirva a Deus na igreja [se empenhando por ela] e em sua
vida, pois Deus tem demonstrado que está a abençoar: a você, a toda a
congregação e à sociedade onde a igreja está. Isto é graça pura e amor de Deus
manifesto, pois se há igreja e “o dom”, Deus está declarando que deseja o
perdão de nossos pecados, nosso saudável crescimento e a salvação eterna, e
está a estender isto a todo o povo. Como diz Paulo em 2 Coríntios 5.18-19: “Ora,
tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos
deu o ministério da reconciliação, [pelo qual se anuncia:] que Deus estava em
Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas
transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação”, o dom, o Ministério. É
isso que faz o Pastor: prega o evangelho e oferece os sacramentos, “quer seja oportuno
quer não”, servindo conforme o dom que Deus deu à igreja, e que ele está a
desempenhar.
Você tem um pastor? Que bênção!!! Ore a Deus que conceda
muitos “dons” ao seu Pastor, para que “o dom” que Cristo deu ao seu povo floresça,
para a glória do reino de Cristo e a salvação de muitos.
Rev. Cézar C. Kaiser – IELB / Erechim, agosto de 2020.
quarta-feira, 15 de julho de 2020
Jesus é o Senhor!

Jesus Cristo é o Senhor dos Senhores. Senhor absoluto. Ele disse: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra (Mt 28.18). A grande pergunta é: Cremos isso ainda? Levamos nossos problemas, diariamente, a Jesus em oração na certeza de que ele nos ouve e fará o que servir de melhor para nós e dos que nos cercam?
Quando Jesus diz: “Toda a autoridade me foi dada”, isto é, todo o poder, também sobre o menor vírus. Devemos nos proteger, mas a última palavra, quanto a isso, é de Jesus.
Vejam, Jesus venceu pecado, morte e Satanás e domina todas as coisas. Mesmo que, devido ao pecado, paira sobre a terra a maldição de Deus, Jesus nos libertou da maldição, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna (Jo 3.16).
Mas ainda estamos na terra, e vivemos sob a cruz. Jesus disse: No mundo passais por aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo (João 16.33). Estas aflições são devido a nossas fraqueza de fé, bem como as fraquezas de nossos irmãos na fé; também devido a inimizade do mundo a Cristo. Em tudo isso, no entanto, Jesus nos ampara, consola, fortalece, anima e nos faz olhar para a esperança, como confessamos: Creio na remissão dos pecados, na ressurreição da carne e na vida eterna (Credo Apostólico).
Se Cristo permitir que o vírus ou outra qualquer bactéria, doença ou desastre nos atingem, quer por nossa culpa ou a culpa de outros, Jesus tem um propósito para nós. Por mais que qualquer doença nos doe, nós a recebemos com da mão de Cristo e suplicamos que ele nos alivie, quando o julgar por bem, sobre tudo, no entanto, nos conceda forças para suportá-la. Por vezes é bastante duro suportá-la. Quando, porém, ela passou, veremos que no fundo foi uma bênção para nós. E nós nos unimos aos muitos que testemunham: Toda a língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai (Fp 2.11). E: Ao único Soberano, o Rei dos reis, o Senhor dos senhores (1 Tm 6.16; Ap 19.16), seja toda a glória e louvor.
Que Deus em sua graça nos firme nesta fé, para podermos olhar assim as adversidades que nos atingem.


